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Já não como carnes desde 1974, sendo que neste período comi peixes por alguns prolongados períodos, e desde que deixei de comer carne estive por diversas linhas de alimentação vegetariana. Nesta mesma época em 1974, aprendi cozinha macrobiótica, comida crua (na época chamada naturalismo), fiz cursos de jejuns, dietas de sucos, mono-alimentação, mas, sempre a que eu mais gostei foi à alimentação crua. Em 1986 no Enca (Encontro Nacional de Comunidades Alternativas), em Alto Paraíso de Goiás, conheci o Hugo que mencionei na pagina inicial (tinha 86 anos na época e foi lá pra ensinar sobre comida crua) ele voltou de carona comigo pra belo horizonte ficou meu hospede por uns dias e nesta época fiquei muito tempo comendo comida crua, com a desculpa de na cozinha japonesa o peixe ser cru acabei voltando a comer peixe, e em 1990 na Índia voltei a beber refrigerante por não achar água mineral e dai rapidinho eu estava comendo peixes, refrigerantes, sorvete e por ai afora. Para mim a alimentação com carnes funciona assim: Primeiro você come carne que esta sem sangue, cozida e salgada, (os animais carnívoros comem crua e com sangue), isto já bastaria, mas, ai você precisa dos acompanhamentos, pois o corpo pede coisas verdes e cereais, depois que você já comeu o suficiente o corpo pede por um doce, pois você comeu comida temperada e salgada, ai você come doce e o corpo pede água, pois você comeu salgado e doce e tem sede, ai pra não cair pra traz e dormir você toma um café pra ligar e o café pede um cigarro e quem sabe pra completar um licorzinho e vai por ai. Quando você come comida crua você come menos, pois ela é mais energética, e no Maximo uma fruta de sobremesa a digestão é rápida. Em setembro de 2004 resolvi mudar a minha alimentação, nestes últimos tempos estava ingerindo peixe, chocolate, coca cola, derivados de leite, de uma forma não adequada que estavam me fazendo ficar acima do meu peso e com uma energia não desejada. E o grande toque pra minha vida foi:PRESTE ATENÇÃO NO QUE VOCE ESTA COMENDO ! Desta forma fiquei mais consciente e mudei vários hábitos, um mês depois parei de comer peixes, o que já sutilizou mais ainda a minha alimentação. Eu sabia que a alimentação crua já havia evoluído muito nos últimos anos, desde as minhas primeiras experiências e com o 96o Congresso Mundial de Vegetarianismo em Florianópolis / 2004, embora não estive fisicamente presente, conheci muitas pessoas que foram e entrei novamente em contato com a alimentação crua, e em novembro de 2004 eu re-introduzi a Comida Viva, sem nada de origem animal e tudo têm ficado literalmente cada vez mais leves em minha vida. Em alguns dias de comida crua o muco interno que é formado como proteção das coisas agressiva que se come sai, e ai você absorve muito mais o que come, portanto come menos, a comida viva é mais enérgica, portanto, novamente você come menos, como você come menos gasta menos energia para por para fora o excesso que comeu e ai come menos novamente e vai embora, se você tem fome um bom suco já é o bastante. A minha principal intenção não era que fosse uma dieta, mas sim que ocorresse uma mudança de vida um bom astral que se mantivesse mais constante e afirmo, foi muito positivo para mim. Hoje se por escolha eu como um alimento cozido alguma vez, nunca de origem animal, eu não vou morrer nem passo mal, mas imediatamente eu sinto a diferença do peso e lentidão da digestão, você come mais, e continua com a sensação de não estar alimentado, porque a comida cozida é menos energética, e mistura mais coisas porque os cozidos são mais fáceis de misturar que o vivo. Criar este site com amigos é uma contribuição que dou para as pessoas no Brasil terem em português as informações que tive que pesquisar muito para ter, sobre como comer saudavelmente comida viva. VIVA!!! Leo Tolentino
Depoimento de: Patricia M. Martinez Endereço: Rio de Janeiro Comentário: Olá a todos! Vou utilizar este espaço para colocar meu depoimento e assim, colaborar incentivando outros a fazerem o mesmo.
A PRIMEIRA TENTATIVA: A primeira vez que resolvi mudar minha opção alimentar de ovo-lacto-vegetariana para crudívora foi no dia 19/01/04 e durou apenas uma semana. Eu havia assistido à palestra sobre o Biochip e saí fascinada dali. Novos horizontes e informações valiosas. Mas foi uma semana muito difícil. Eu ainda fumava, bebia e meu paladar parecia ainda não querer abrir mão de pizzas, massas, pães,... o que dificultou seguir em frente. Ao final da primeira semana, não conseguia focar minha atenção em nada, tamanha era a "fissura" por carboidratos. Até que cozinhei um espaguete integral, coloquei azeite e queijo ralado no pobre... Nossa, era como se o dependente químico em abstinência conseguisse a sua droga de escolha (e não deixa de ser assim com a alimentação cozida;) Um verdadeiro êxtase que se transformou em um trampolim para os alimentos mortos e desnaturados de sempre. Frustrada e culpada, retornei ao OLV. E tudo havia começado com uma entrevista da Ana Branco no Sem Censura...
INTERVALO DE 1 ANO E 5 MESES: Durante este período, continuei me desfazendo de roupas e acessórios de couro e tornado minha alimentação cada vez mais simples. Graças à retomada do entusiasmo da Cris (minha amiga) pelos alimentos vivos através do Biochip, pude participar do "caminho de muitas possibilidades" e desde 1 de junho que minha alimentação é viva e o melhor de tudo: meu corpo está pedindo isso! Suco da Luz do Sol com sementes de girassol germinadas no desejum diariamente, frutas, trigo germinado enfeitando uma colorida salada, "leite" e queijo de gergelim germinado, queijo de soja germinado proporcionando outros pratos inusitados, nossa! Estou maravilhada com a descoberta destes novos paladares; é sempre um grande prazer a hora da minha refeição!
Com certeza, o sucesso que venho tendo e sentindo nestes 21 dias (completos hoje) deve-se à mudança total do meu paradigma nutricional. Por isso não foi difícil ficar frente a frente com chocolates suiços na bancada do escritório por quase uma semana a fio, a participar de uma sofisticada mesa de aperitivos no chá de bebê da minha querida prima (graças a Deus estavam servindo suco de melancia natural) e outras situações rotineiras, nas quais poderia me sentir tentada. Bem, por enquanto é isso. Sinto-me feliz e realizada por não mais estar ingerindo nada industrializado e morto e é assim que desejo continuar. Sucesso ao site!
Fraternalmente, Patty - RJ
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